quinta-feira, 2 de julho de 2009

Missão dada é missão cumprida


Mano Menezes, treinador do Corinthians.

Técnico ganha jogo? Não sei, mas que leva um time medíocre a grandes feitos, leva. Mano Menezes pegou o Grêmio na segunda divisão, só subiu por um quase-milagre na famosa Batalha dos Aflitos e um ano e meio depois estava disputando, em pleno Estádio Olímpico, a final da Taça Libertadores da América. Tudo isso com dez jogadores que não dão inveja a nenhum torcedor e o Anderson em início de carreira. Depois ele vai pro Corinthians, assumindo um time de segunda divisão depois de perder o título mais importante do continente por culpa de uma atuação magistral do Riquelme.

Assume, nada de braçadas a Série B e perde a Copa do Brasil para um Sport empolgado. No ano seguinte consegue meia dúzia de reforços de gosto duvidoso e Ronaldo. Na preparação para o centenário, Mano pela primeira vez passa a ter a obrigação de ganhar o Paulistão e a mesma Copa do Brasil que havia perdido. Dessa vez lutando com o dinheiro da Unimed no Fluminense, o entrosado Flamengo e o "Colorado Mecânico". Agora eu pergunto: em algum jogo você termina com a sensação de que Mano Menezes foi decisivo? Acho que não. Ao contrário de Luxembrugo, Mano parece ser o tal "treinador de projetos".

Não tem muita coisa a falar sobre o jogo, porque ele praticamente não existiu. O Internacional não se impôs, levou mal os dez minutos e depois tomou um gol. Mal deu tempo de se recuperar e tomou o segundo. O Corinthians, como disse via Twitter no intervalo, precisou apenas entrar em campo. O engraçado é que virando 2x0 dava a sensação de que era impossível o Inter fazer cinco gols em 45 minutos. Foi assim até o time empatar o jogo. Depois, com aquela briga toda, não era mais coisa de louco achar que o Colorado faria três gols em pouco mais de dez minutos. Coisas do futebol, como diz o locutor.

O elenco do Corinthians de gosto duvidoso? Jorge Henrique, que não levou o Botafogo para muito longe. Cristian, que não fez nenhum flamenguista chorar com sua despedida. Dentinho, que é profissional há dois anos e não "aconteceu" ainda. André Santos, que antes de ir para a seleção era taxado de mascarado por Juca Kfouri em seu blog. Felipe, criticado pelos erros na final da Copa do Brasil. Ano passado, na Série B, ainda dependia de Perdigão, Morais e Lulinha. Mano Menezes pegou essa salada, sem nenhum tempero (só um muito gorduroso, que veste uma camisa 9, mas que quase sempre funciona) e conseguiu cumprir as metas que a direção do time queria. Não sei bem com quais métodos porque não estou no dia-a-dia do futebol.

Já o Inter deve correr freneticamente atrás do Muricy e o Tite não pode mais usar o caderno de classificados na gaiola de passarinho nessa quinta-feira (compro essa ideia).

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