sexta-feira, 24 de julho de 2009

Os 70 melhores filmes segundo... (Parte 2)

... Jorge Cruz.

Bom, aceitei o desafio da Lyvia e fiz minha lista para movimentar nosso blog aleatório com mais colaboradores do que leitores (com link do Cinema com Rapadura em sua maioria - mas alguns do Adoro Cinema e do 50 Anos de Filme; mas outros, não teve jeito, coloquei do IMDB).

Confesso que esse número de 70 filmes é absurdo, ainda mais com tanto filme bom no mundo. Eu tentei colocar o maior número de produções dos últimos vinte anos, mas é tanta coisa que não tem como ficar de fora que o placar ficou 41 a 29 para os filmes "velhos".

Aí você me pergunta: são meus 70 filmes preferidos de todos os que eu vi? Olha, não. Primeiro porque não fiquei cavucando na minha memória e muita coisa sensacional se perdeu no caminho. Claro que os inesquecíveis nunca são esqucidos (dããã), mas sempre tem longas maravilhosos que a gente deixa passar.

Por isso é melhor afirmar que esses são os 70 filmes preferidos NESSE MOMENTO, com algumas observações. Primeiro que estou considerando trilogias uma coisa só (já são tão poucos filmes não posso perder preciosos lugares com continuações que são verdadeiros complementos). Como já disse, dei preferência a coisas mais "novas". Para tentar manter a lista bem heterogênea, evitei repetir produções com assuntos parecidos ou de mesmo diretor - quando se trata de filmes autorais.

Por isso só temos um de David Fincher (adeus Clube da Luta), um de David Lynch (adeus Homem-Elefante), um do P.T. Anderson (adeus Boogie Nights e Sangue Negro), um do Scorsece (adeus lista imensa), um do Capra (cortei coisas de doer o coração) e coisas absurdas como nenhum do Almodóvar, do Hitchcock ou Altman. Só um exemplar de faroeste, um sobre o Vietnã, uma animação, um drama de tribunal... Ah, vocês entenderam!

O diferencial é como aquele filme mexeu comigo. Por isso pense antes de comentar "Porra, você colocou Quem Vai Ficar com Mary? e não quis por nenhum do Hitchcock?". Pense que, apesar de reconhecer a capacidade, a fama e a importância de cada produção, eu posso simplesmente ter gostado mais de um do que de outro. Quem Vai Ficar com Mary? pode ter representado mais coisa para mim do que Psicose. Veja a lista e reclame:

12 Homens e uma Sentença (1957)
2001 - Uma Odisseia no Espaço (1968)
21 Gramas (2003)
Aliens, o Resgate (1986)
Alta Fidelidade (2000)
Amadeus (1984)
Amor, Sublime Amor (1961)
Arthur, o Milionário Sedutor (1981)
Assim Caminha a Humanidade (1956)
Ben-Hur (1959)
Bons Companheiros, Os (1990)
Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças (2004)
Cantando na Chuva (1951)
Casablanca (1943)
Cidade dos Sonhos (2001)
Cinema Paradiso (1988)
Closer, Perto Demais (2004)
Clube do Imperador, O (2002)
De Volta para o Futuro - Trilogia (Link 1985) (Link 1989) (Link 1990)
Doutor Jivago (1965)
E o Vento Levou... (1939)
Exorcista, O (1973)
Felicidade Não se Compra, A (1944)
Filhos da Esperança (2006)
Forrest Gump, o Contador de Histórias (1994)
Gata em Teto de Zinco Quente (1958)
Gladiador (2000)
Grande Ilusão, A (1949)
Grease, nos Tempos da Brilhantina (1977)
Guerra nas Estrelas (1977)
Harry e Sally, Feitos um para o Outro (1989)
Homem, uma Mulher, Um (1966)
Intocáveis, Os (1987)
Jurassic Park, o Parque dos Dinossauros (1993)
Juventude Transviada (1955)
Laços de Ternura (1983)
Lanternas Vermelhas (1991)
Laranja Mecânica (1971)
Lawrence da Arábia (1962)
Lista de Schindler, A (1993)
Love Story, uma História de Amor (1970)
Luzes da Cidade (1931)
Mágico de Oz, O (1939)
Magnólia (1999)
Matrix (1999)
Metrópolis (1927)
Na Natureza Selvagem (2007)
Nascido para Matar (1987)
Noviça Rebelde, A (1965)
Onde Começa o Inferno (1959)
Perfume de Mulher (1992)
Poderoso Chefão, O - Trilogia (Link 1972) (Link 1974) (Link 1990)
Ponte do Rio Kwai, A (1957)
Procurando Nemo (2003)
Pulp Fiction, Tempo de Violência (1994)
Quase Famosos (2000)
Quem Vai Ficar com Mary? (1998)
Rede de Intrigas (1976)
Reds (1981)
Se meu Apartamento Falasse (1960)
Segundas Intenções (1999)
Senhor dos Aneis, O - Trilogia (Link 2001) (Link 2002) (Link 2003)
Seven, os Sete Crimes Capitais (1995)
Sexto Sentido, O (1999)
Sissi - Trilogia (Link 1955) (Link 1956) (Link 1957)
Sociedade dos Poetas Mortos (1989)
Tarde Demais para Esquecer (1957)
Titanic (1997)
Todos Dizem Eu te Amo (1996)
Vida é Bela, A (1997)

quarta-feira, 15 de julho de 2009

os 70 melhores filmes segundo...

... Lyvia ferreira.

Sim, eu fiz uma lista com os 70 filmes que EU mais gosto. Afinal por que nao começar minha participação nesse blog com uma lista dos filmes que mais me tocaram e que de alguma forma falam sobre mim ?
O Jorge adora postar "os 100 mais engraçados segundo a academia", "os 50 melhores segundo a associação de atores" mas acho que não devemos menosprezar nossas humildes opiniões. Até porque somos nós quem fazemos esses filmes serem sucesso de público ou não.
Nem 100 nem 50, são os 70 melhores. E o motivo para isso é muito simples: já nao lembro mais de nenhum filme para completar a marca 100. Muito provavelmente eu esqueci de algum e muito provavelmente esse algum pode ser meu filme preferido. A escolha foi feita de forma aleatória. E não falo isso por força de expressão. Foram os 70 primeiros filmes que me vieram a cabeça e acredito que se foram os primeiros são porque realmente são os "mais mais".
Nessa lista subjetiva vocês verão tanto filmes aclamados pelas críticas e sucessos de público como películas criticadas e que pouco renderam aos estúdios.
Eles estão separados em ordem alfabética até porque não existe um preferido. Todos os filmes que eu listei são links para o site www.cinemacomrapadura.com.br com suas fichas técnicas. É uma forma interessante de saber mais sobre esses filmes.
Aparições repetidas de filmes de/com Pedro Almodóvar, Baz Luhrmann, Woody Allen, Scarlett Johasson, Keira Knightley, Gael Garcia Bernal, Johnny Depp, Brad Pitt, Nicole Kidman, Ryan Reynolds, Kate Winslet não é mera coincidência.
Vocês verão que a grande maioria se trata de filmes mais atuais(últimos 20 anos) de Hollywood. Mesmo dando uma boa atenção ao cinema brasileiro e latino, é inegável que a cultura cinematográfica america me domina(Sei que a você também). Quanto aos filmes antigos, não sei o que acontece mas preciso de um bom motivo para vê-los.
Prometo fazer futuramente uma resenha sobre algum desses filmes. E caso o Jorge goste da idéia sugiro fazer uma lista com ele mas dessa vez separada em gênero.

Então, lá vai:



10 Coisas Que Eu Odeio Em Você (10 Things I Hate About Yo..., 1999)
Anastasia (Anastasia, 1997)
Apenas Amigos (Just Friends, 2005)
Babel (Babel, 2006)
Batman - O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight / Batman..., 2008)
Beleza Americana (American Beauty, 1999)
Bonequinha de Luxo (Breakfast at Tiffany`s, 1961)
Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças (Eternal Sunshi..., 2004)
Carlota Joaquina - A Princesa do Brasil (Carlota Joaquina..., 1995)
Casamento do Meu Melhor Amigo, O (My Best Friend's W..., 1997)
Cazuza - O Tempo Não Pára (Cazuza - O Tempo Não Pára, 2004)
Chicago (Chicago, 2002)
Cidade de Deus (Cidade de Deus, 2002)
Closer - Perto Demais (Closer, 2004)
Clube da Luta (Fight Club, 1998)
Contos Proibidos do Marquês de Sade (Quills, 2000)
Crime do Padre Amaro, O (Crimen del Padre Amaro, El, 2002)
Da Magia à Sedução (Practical Magic, 1998)
Dália Negra (The Black Dahlia, 2006)
Desejo e Reparação (Atonement, 2007)
Diário de uma Paixão (The Notebook, 2004)
Dogville (Dogville, 2003)
Dona da História, A (A Dona da História, 2004)
E Sua Mãe Também (Y Tu Mamá También, 2001)
Edward Mãos de Tesoura (Edward Scissorhands, 1990)
Ele Não Está Tão a Fim de Você (He's Just Not That I..., 2009)
Elefante (Elephant, 2003)
Encontro Marcado (Meet Joe Black, 1998)
Encontros e Desencontros (Lost In Translation, 2003)
Ensaio Sobre a Cegueira (Blindness, 2008)
Entrevista com o Vampiro (Interview With The Vampire: The..., 1994)
Fantástica Fábrica de Chocolate, A (Charlie and the Choco..., 2005)
Garota, Interrompida (Girl, Interrupted, 1999)
Grande Truque, O (The Prestige, 2006)
Grease - Nos Tempos da Brilhantina (Grease, 1978)
Horas, As (The Hours, 2002)
Kill Bill Volume 1 (Kill Bill: Vol. 1, 2003)
Kill Bill Volume 2 (Kill Bill: Vol. 2, 2004)
Lisbela e o Prisioneiro (Lisbela e o Prisioneiro, 2003)
Lugar Chamado Notting Hill, Um (Notting Hill, 1999)
Má Educação (La Mala Educación, 2004)
Mágico de Oz, O (The Wizard of Oz, 1939)
Moça com Brinco de Pérola (Girl with a Pearl Earring, 2003)
Moulin Rouge - Amor em Vermelho (Moulin Rouge, 2001)
Nove meses (Nine months, 1995)
Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice, 2005)
Outros, Os (The Others, 2001)
P.S. Eu Te Amo (P.S. I Love You, 2007)
Pecados Íntimos (Little Children, 2006)
Pequena Miss Sunshine (Little Miss Sunshine, 2006)
Piaf - Um Hino ao Amor (La Môme, 2007)
Piratas do Caribe 2: O Baú da Morte (Pirates of the Carib..., 2006)
Piratas do Caribe 3: No Fim do Mundo (Pirates of the Cari..., 2007)
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra (Pirates of..., 2003)
Ponto Final - Match Point (Match Point, 2005)
Pulp Fiction - Tempo de Violência (Pulp Fiction, 1994)
Romeu + Julieta (Romeo + Juliet, 1996)
Scoop - O Grande Furo (Scoop, 2006)
Segundas Intenções (Cruel Intentions, 1999)
Seven - Os Sete Crimes Capitais (Se7en, 1995)
Sin City - A Cidade do Pecado (Sin City, 2005)
Sobre Meninos e Lobos (Mystic River, 2003)
Titanic (Titanic, 1997)
Três Vezes Amor (Definitely, Maybe, 2008)
Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre, 1999)
V de Vingança (V for Vendetta, 2006)
Vicky Cristina Barcelona (Vicky Cristina Barcelona, 2008)
Vida De David Gale, A (The Life Of David Gale, 2003)
Virgens Suicidas, As (The Virgin Suicides, 2000)
Volver (Volver, 2006)

ps 1: O título desse meu post poderia ser também "70 filmes para a Mônica ver nas férias". Eu sei que a grande maioria ela vai adorar se ja não adora.
ps 2: Eu amo história mas por mim eu falaria de filmes e músicas o dia inteiro.
ps 3: Preciso ler urgentemente Adorno e Walter Benjamin.
ps 4: Falei isso apenas pra me sentir mais cult.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O novo acordo ortográfico e o espetáculo grotesco da babaquice brasileira.

"De acordo com o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 2009, tudo o que você aprendeu na escola sobre o alfabeto português, as tremas, as consoantes não pronunciadas, as grafias duplas, a acentuação e os hífens vão mudar! A ídeia inicial é regularizar oficialmente as duas grafias oficiais (português de Portugal com o português do Brasil), pois para quem não sabe, o português é a 5ª língua mais falada do mundo com mais de 215 milhões de pessoas."

Bom, quem lê esse fragmento de reportagem que retirei da internet até pensa que a gramática é tudo. De acordo com o meu 1º período da Faculdade de Letras da UFRJ, a Gramática Normativa ou Tradicional é a culpada para toda essa palhaçada. Ela impõe regras gramaticais a todos os falantes de língua materna e denomina que o certo é seguir o padrão de escrita de autores renomados da ABL - Academia Brasileira de Letras.

Engraçado. Chega a ser contraditório falar sobre todo esse "gramatiquês" em um país que ainda sofre com problemas de miséria, fome e principalmente de educação. Os professores não têm bons salários, sofrem com o descaso das autoridades e não têm nem estrutura para trabalharem dignamente.

Não acho necessária essa discussão toda sobre novo acordo ortográfico, e acho que posso opinar como estudante de letras que isso não vai levar a lugar algum. Pessoas com baixo nível de escolaridade continuarão a falar 'os probrema', 'pra mim fazer' e 'nós vai' e realmente nem se importarão se isso continua certo ou de acordo com a norma culta padrão. Até porque eles seguem a Gramática Interna ou Internalizada deles - a capacidade que qualquer ser-humano tem de se comunicar através de sua língua, estando de acordo com a comunidade linguística em que está inserido.

Vale ressaltar também que o Brasil precisa de discussões mais sérias para serem colocadas como ponto de referência. A gripe suína que, por exemplo, já tem 73 novos casos, somando no total de 885.

Por isso... vamos ao que interessa, não é? Vamos parar de perder tempo com o que não é necessário.

Missão de Segunda - Semana 1

Vou separar as segundas-feiras separando aqui cinco discos e cinco filmes para passar os olhos ao longo da semana. No sábado, eu falo rapidamente o que achei deles. Tipo um "clube do livro" - alguém já ouviu a avó falar disso? Acredito que não será nenhum esforço, dá mais ou menos duas ou três horas por dia. Vou começar com cinco novidades da música nos últimos meses e as cinco primeiras obras do maior ator de todos os tempos, Marlon Brando.

Albums:
Babe, Terror - Weekend
Caetano Veloso - Zil e Zie
N.A.S.A. - The Spirit of Apollo
Pet Shop Boys - Yes
Tinted Windows - Tinted Windows

Filmes:
Espíritos Indômitos (1950)
Uma Rua Chamada Pecado (1951)
Viva Zapata! (1952)
Julio César (1953)
O Selvagem (1953)

Se der tempo eu coloco alguns bônus (espero que consiga escutar esses cinco discos). Que tal participar dessa? Missão de Segunda, semana 1.

A New Queen!

É assim que considero Lady GaGa, que surgiu como um furacão: rápida e devastadora.
A cantora, que começou a carreira como compositora de ícones como Britney Spears e The Pussycat Dolls, lançou seu primeiro CD no ano passado. Em julho do mesmo ano já se apresentava no Miss Mundo, programa que a tornou mundialmente famosa e a lançou para uma carreira meteórica. Em agosto já dominava as paradas de sucesso do Canadá (como é o meu país favorito, depois do meu, não poderia deixar de comentar essa informação, queridos leitores!).

Seu verdadeiro nome é Stefani Joanne Angelina Germanotta, mas vocês já se perguntaram o porque do nome Lady GaGa? Eu já havia me feito essa pergunta diversas vezes, até que tive o ímpeto de me informar. Lady é dama em inglês, e isso não deve ser novidade pra ninguém. Mas e o GaGa? Simples, é uma referência à música da banda inglesa Queen, 'Radio Ga Ga'. Um sucesso dos anos 80 que fala da popularidade da televisão e o declínio do rádio. A princípio, a canção se chamaria 'Radio Ca Ca' o que acabou não acontecendo pelo sentido prejorativo que 'Ca Ca' tem em muitas línguas latinas (como se gaga também não tivesse um 'Q' prejorativo, mas okz!). Bom, isso na verdade foi ótimo porque acho que Lady CaCa não faria muito sucesso. A intérprete de pop eletrônico, como se auto-denomina, falou recentemente à revista Maxim e afirma que sua música não tem alma. E realmente, é impiedosa, gruda em nossos ouvidos e parece não sair de lá por nada.

Além de ícone musical, Lady GaGa, está se tornando um ícone fashion. Com modelitos nada modestos, a cantora está lançando várias modinhas. Luvas; roupas super coladas, decotadas, sensuais (repare, ela não consegue ficar vestida por muito tempo!); penteados nada convencionais (como o laço que ela aparece usando à todo momento ou o 'pizza' que usou recentemente); enfim...uma lista interminável. Os estilistas estão se matando para vestir a moçoila.
E pra você que achava que unhas decoradas estavam fora de moda, repense!



A última tendência lançada por ela, porém não menos importante, foi a inspiração a la Calypso. Não, não estou louca! Vocês já viram o clipe de 'Paparazzi'? Sugiro que vejam aqui! Repararam no figurino e na dancinha do minuto 4:58? Não lhes parece familiar? Agora, para ilustrar melhor, comparem com esse vídeo aqui. Pois é, é o que digo!



Joelma pode se orgulhar, nunca esteve tão na moda (ela é/era a rainha do brega, não!?)! Eu não sou uma grande entendedora de Calypso, confesso, mas tentei me informar bastante. Acho que dá pra notar meu esforço, né!? Selecinei ótimas canções da banda - Duduuu, ai meu Dudu! – noooope

Alheia aos boatos de que seria um travesti (talvez porque se ‘monte’ como nenhum outro), Lady Gaga segue com suas perucas, maiôs e maquiagens pra lá de ousadas. Com real inpiração em David Bowie e de divas atuais do mundo pop como Madonna, Britney Spears, Christina Aguilera, Gwen Stefani e Kylie Minogue, ela cria um visual ‘pra chamar de seu’. Não acredita nessas inspirações? Então veja!



Depois de sucessos como ‘Just Dance’, ‘Poker Face’, ‘Love Game’ e ‘Paparazzi’, o que será que GaGa (que insiste em ser gaga não só no nome - vide po-po-poker face e pa-pa-paparazzi) nos reserva agora? Estaremos ligados!

domingo, 5 de julho de 2009

Esclarecendo, comentando e indicando

Esclarecendo: Jeff Goldblum não morreu! Pegadinha do Twitter, ao contrário (infelizmente) de Michael Jackson, Karl Malden e Steve McNair, o ator de Parque dos Dinossauros está bem vivo (leia a notícia clicando aqui). O cantor Rick Astley também foi vítima dessa brincadeira (de mau gosto) essa semana - nessa notícia que você lê clicando aqui.

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Comentando: Grease vai virar game (leia a notícia). O próprio presidente da 505 Games diz tudo, Grease é um ícone da cultura pop. Muito me chamou a atenção essa notícia porque, no caso do Wii, o jogo usará a captura de performance e microfones para que você, fã de cinema, gaste um pouco de sua frustração sendo um dos personagens.


Comentando 2: Novos membros da Academia (leia a notícia). Seth Rogen, Anne Hathaway, Michael Cera, Emile Hirsch... Alguém que conheça mais sobre a administração da Academia do que eu talvez possa tirar essa dúvida: atores tão jovens assim são tradicionalmente convidados? Se a resposta for não, essa nota é mais uma parte do processo de mudança que o Oscar parece querer tomar - primeiro com a indicação de dez filmes para a categoria principal e agora "renovando" seus membros.

Comentando 3: Barraco da semana - Michael Bay x Megan Fox (leia a notícia). Olha, eu até ia defender o Michael Bay mais uma vez - ele deve ser o cara que mais apanha em Hollywood, proporcional ao quanto fatura também - mas aí eu vi a foto do Megan Fox.

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Indicando: Tributo a Karl Malden. O Blog do Noblat colocou um vídeo, de pouco mais de dois minutos, que resume a carreira do ator, falecido no dia da estreia do blog, quarta-feira. Clique aqui e veja a postagem.

Indicando 2: Angelo Pilla, cinéfilo colorado lá de PoA, indicou via Twitter essa imagem bem interessante com 250 grandes filmes como se fosse o mapa de um metrô, sendo cada linha um gênero que cruza com outros. Simplesmente brilhante! (clique aqui e veja)

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Dica de blog: o ex-editor da Revista SET (que promete um novo projeto, que só pode ser coisa boa, graças à sua competência e experiência na área) Roberto Sadovski, alimenta um blog pessoal, o Kapow!, que está a cada dia melhor.

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Dica na TV: essa é pra você que gosta de perguntar "o que tem de bom hoje?". Sete dias, sete filmes, começando segunda-feira:
Seg, dia 6 Sangue Negro, 22:15 na HBO
Ter, dia 7 Beleza Americana, 19:45 no Telecine Cult
Qua, dia 8 Vinhas da Ira, 23:00 no TCM
Qui, dia 9 Amistad, 19:15 no Telecine Light
Sex, dia 10 Piaf, 19:40 na HBO Plus
Sáb, dia 11 A Vida dos Outros, 18:45 na HBO Plus
Dom, dia 12 Se Meu Apartamento Falasse, 13:00 no Telecine Cult

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Bom domingo a todos.

sábado, 4 de julho de 2009

100% no Engenhão


Maravilha moderna: @brogui posta foto do jogo direto no seu Twitter.


Futebol Carioca:
É claro que coisas como essas acontecem em todos os clubes. Mas não sei como os times do Rio de Janeiro adquiriram a capacidade de criar "pequenas crises" a todo o momento. Muitos colocam a culpa no ritmo de vida do carioca, mas não é possível que em São Paulo os jogadores não tomem chope nem comam um cachorro quente. Sim, é do Fred e do Adriano que eu estou falando. Flamengo e Fluminense, com seus times corretos, parcerias interessantes com Olympikus e Unimed e trânsito livre para uma boa campanha no Campeonato Brasileiro, precisam dividir a atenção dos treinos e dos jogos com "mini-escândalos" desse tipo.

Ou os dirigentes blindam suas equipes, deixando tudo como está, mas com um cuidado para não vazar para a imprensa, ou começam a adotar uma disciplina mais rígida. Essa segunda opção é uma utopia, porque endividados do jeito que estão, os times do Rio de Janeiro são reféns de jogadores cada vez mais descompromissados (mas, justiça seja feita, talentosos).

Vai ser uma boa esse jogo amanhã entre Atlético Mineiro e Botafogo, minha primeira oportunidade de ver o líder do campeonato. Tomara que a torcida do Galo torne ainda mais bonito o espetáculo.

"Rebaixando" o nível do post, terminada a nona rodada da Série B o Vasco cai para oitavo, com 14 pontos e uma vitória a menos que o Figueirense. Surpresa desagradável para o futebol do Rio. A boa notícia é o Duque de Caxias, que fez vergonha no Carioca, mas está um nono, apenas um ponto atrás. O Vasco já está a cinco pontos da zona de rebaixamento e a três do G24.

Bom, falando do Flamengo x Vitória de hoje. Minutos antes chega às minhas mãos o novo uniforme do Flamengo e, sim, ele é lindo. Eu sei que sou minoria no assunto, mas achei melhor que o da Nike. Continuando a série de lambanças dos dirigentes tão descompromissados quanto os jogadores que citei acima, o time da casa teve que ficar com dois goleiros no banco porque Maxi, escalado para a partida, estava com o visto vencido e perdeu o passaporte. Só descobriram isso hoje.

O Mengo perdeu Toró logo no início do jogo e Cuca colocou o Everton, mostrando que não queria segurar tanto assim o time e estava bastante confiante. Pelo rádio a mulher de Ibson confirma que o jogador vai para Cabo Frio e minutos depois a Globo.com fala da sua saída (leia a notícia clicando aqui). Se já está difícil achar substituto para ele em outros times, imagina no elenco atual. Adriano, se recuperando da diarréia do cachorro-quente, só pega na bola aos 17 minutos e faz gol, mal anulado. Ironicamente, Juan, o pior jogador, vaiado todo o tempo, abre o placar aos 26.

Estava claro que o Flamengo, como quase sempre faz, não conseguia levar um jogo que tinha tudo para ser tranquilo. O Vitória sempre batendo na porta. Aos 14, um pênalti não marcado, uma besteira do Leo Moura e, no minuto seguinte, o jogo fica empatado. As vaias ao Juan, que não pararam um instante, ajudaram Cuca a colocar Zé Roberto em seu lugar. Com 22, Emerson põe o Flamengo na frente de novo e só resta ao torcedor rezar. Porque o time dificulta o máximo que puder.

A prova disso? Pênalti aos 33 minutos que Ibson perde e Leo Moura desperdiça o rebote. Uma confusão aos 36 deixa o time visitante com menos um, mas Kleberson também é expulso nos acréscimos. Adriano sai sem falar com a imprensa e o Mengo dorme no G4. Vendo os lances na TV (apenas ouvi a partida) percebo como esse time perde gol fácil. Já pinta uma história de que a equipe pode perder os três pontos por causa do Petkovic. Aguardamos.

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Morte de Steve McNair: Bizarra a notícia repentina do assassinato do ex-quarterback do Tennessee Titans, Steve McNair. Eu sou fã do futebol americano e fiquei sem entender, até porque poucas notícias sobre o esporte chegam para nós. Ele foi encontrado ao lado de uma mulher, em sua casa. Leia a notícia aqui. Só não ganhou um Super Bowl porque o St. Louis Rams contou com um Kurt Warner no auge da carreira. McNair tinha se aposentado na temporada passada com 31.304 jardas, 174 TD para 119 interceptações e um rating de 82.8.

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Daytona: começa agora (isso mesmo, agora, às 9 da noite) a corrida de Daytona da Nascar, nesse 4 de Julho. Não tenho muito tempo para falar porque estou indo assistir. Devemos invadir a madrugada, mas você pode ver meus comentários via Twitter. Depois da prova, eu finalmente terminarei e publicarei um postzinho sobre cinema, com 7 dicas de filmes, um para cada dia da semana. Se gostar da ideia, comente.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Divagações, um Marcador




Só comece a ler se estiver interessado e tiver com paciência e disposição. Eu sou prolixo.

Conversando com uma amiga um dia desses fiquei assustado com a conclusão que cheguei. Antes de pensar melhor, eu estava no grupo que achava ridícula a ideia de que jornais e revistas estavam fadados à decadência em ritmo cada vez mais vertiginoso. Na mesma velocidade que a maneira de se comunicar, meu pensamento mudou completamente e é incrível como surgem argumentos novos a cada minuto na minha cabeça.

Gutenberg inventou a prensa no século XV e até o século XVIII tudo o que se imprimia nela era livros. Precisaram de quase trezentos anos para que o jornal, única forma de imprensa na época, atingisse um número maior de pessoas. Só nesse momento do mundo em que vivemos tudo a nossa volta se transforma em uma velocidade incrível. Tirando as mudanças políticas do mesmo século XVIII (e a força da comunicação foi fundamental para que elas ocorressem), pouca coisa se alterava no dia-a-dia do ser humano. Porém, se você pegar os últimos cem anos, é impossível não se assustar com tudo o que aconteceu.

Até meados dos anos 1940, o jornal dividia as atenções com o rádio, que era um aparelho imenso e ficava no meio da sala sendo ouvido por toda a família, como se faz (ou fazia?) com a televisão atualmente. Sem contar a revista, que utilizando uma configuração mais atraente, era direcionada a um público específico, ao contrário do povo em geral, que precisava do jornal para saber o que se passava no mundo. Para você saber quem tinha morrido na guerra, por exemplo, a notícia tinha que fazer literalmente uma viagem. Jornal e rádio eram mídias que se completavam.

As coisas começaram a mudar quando a TV surgiu. Dar imagens e movimentos aos fatos revolucionou a forma de se comunicar. Em vez de bons escritores ou pessoas com boas vozes, a imagem passou a ser fundamental. Esse tal culto à bela imagem existe até hoje. Depois, a TV ganhou cores. Os satélites possibilitaram transmissões ao vivo em alta qualidade e a notícia não podia mais ser sinônimo de videotape. Claro que problemas como delay, imagens recortadas e a impossibilidade de ir a lugares mais distantes do globo não permitiam a revolução total da comunicação. Quando na década de 1980 a televisão a cabo foi ganhando os lares nos Estados Unidos, permitiu-se que canais dedicados à notícia, aos esportes, ao cinema e aos documentários suprissem a carência sobre conteúdo, que não parecia ser o mesmo na TV do que em um jornal ou em uma revista.

Toda essa evolução foi acompanhada com evoluções de todas as outras mídias já citadas. O jornal se propagou e se dividiu por cidades, temas e até público específico. A competição no mercado editorial de revistas fez com que cada vez publicações de qualidade superior se tornassem acessíveis. O rádio passou de ondas AM para FM e virou um canal de divulgação importante para o mercado fonográfico, além de transmissões esportivas e, claro, notícias de maneira rápida, auxiliando motoristas, pois havia chegado aos automóveis.

Porém, tudo parece ir para o fundo do poço com a chegada da internet. O que se vê dentro dessa tela aqui é inacreditável. Primeiro foram os portais, que de maneira cada vez mais rápida e eficiente, atualizam os internautas instantaneamente. Qualquer notícia de qualquer lugar do mundo em que tenha uma tomada (ou sinal de celular) chega ao conhecimento de grande parte da população em questão de segundos. Porém, dentro da internet a evolução não tem fim e acontece em passos acelerados. Os chats trouxeram discussões importantes para perto do público (além de ser uma forma de conhecer pessoas e ampliar os contatos), chegando às redes sociais e ganhando força com as webcams e a banda larga.

A possibilidade de publicação de vídeos, caseiros, profissionais ou imagens de arquivos pessoais fez da notícia na internet algo mais dinâmico e tão próximo da televisão que tirou a dependência de muita gente da rotina do Jornal Nacional. Falando nisso, a tecnologia digital e os aparelhos que permitem a gravação e pausa dos programas, acabou com a escravidão das grades de programação. Ao produzir um programa na TV você não tem mais controle do dia, da hora e do público que está assistindo. O telespectador não é mais o refém.

Voltando ao computador, vieram as redes de relacionamento (a divisão em nichos - sempre acompanhado de muita futilidade) e os blogs - fotoblogs não, esses fazem parte da "besteirada" que o jovem cultua no seu PC. Com aquele veículo a notícia dos portais perdeu o frescor, já nascendo velha. Enquanto um jornalista, antes de jogar no ar a informação, precisa de um mínimo de apuração, uma fonte segura ou pelo menos uma imagem que talvez comprove o fato, um blogueiro, utilizando a prerrogativa de ser dono da própria página (ou se aproveitando do anonimato) joga a notícia (muitas vezes falsa) e serve as vezes como fonte do próprio portal. É a comunicação de dentro para fora.

Exemplo disso: morte de Michael Jackson. Enquanto os grandes portais corriam desesperados atrás de assessores de imprensa do hospital em que o cantor estava internado, enquanto buscavam alguém que viu uma ambulância sair da casa do artista, blogs importantes do mundo das celebridades, com credibilidade já alcançada, bancavam a morte do astro. Nos fóruns de discussão já se discutiam o legado do cantor, deixavam mensagens de pesar, divulgavam links de canções raras para downloads ilegais e até organizavam encontros para celebrar a passagem de Michael Jackson pelo mundo. O You Tube batia recorde de acesso a vídeos do cantor, mas para os portais, para a televisão, para o rádio e para os jornais, Michael Jackson, no máximo, estava em coma.

A estrela do momento agora é o Twitter. Depois de algum tempo olhando meio torto para ele, achando que seria mais uma futilidade que não duraria, começo a ter a impressão de que veio para ficar. Não bobagens de 140 caracteres escritas por pessoas desinteressantes, mas um veículo forte de comunicação. Portais criaram perfis e, quando a notícia é importante, publicam os links diretos para a informação. Blogueiros avisam quando novas postagens são enviadas. Acabou a lista de favoritos e, acreditam, acabou o famoso "www.pera-ai-deixa-eu-lembrar-o-nome-do-site.com.br". Para que eu preciso abrir o sítio da Globo, da UOL e do Terra se eles me avisam, no meu perfil do Twitter, o que de relevante está acontecendo no mundo?

Veja o Ancelmo Gois, por exemplo. Há uma década atrás, mesmo que ele tenha apurado uma nota para sua coluna às 7 da manhã, o público só teria conhecimento disso no jornal do dia seguinte. Já no seu blog ele publica essa mesma nota no momento exato em que ela é feita. Porém, para que o leitor - que nunca teve tanta oportunidade de interagir - soubesse da nota do Gois, ele precisava acessar o blog do colunista. Alguns fazem isso uma vez por hora, outros uma por dia e outros uma por semana. Muitos se esquecem, porque não estão interessados na notícia. Agora, no Twitter, o Ancelmo Gois avisa para você que ele tem uma nota sobre determinado assunto no blog, acompanhado de um link. É a notícia que corre atrás do leitor e não mais o contrário.

Confesso que fiz um Twitter porque achei interessante a ideia do #chupa ir para o TT (não me peça para explicar esse palavreado depois de escrever um texto desse tamanho). Fiz um perfil na segunda-feira à tarde, no momento em que algumas celebridades começaram a colocar em prática o #forasarney. Só que tudo isso é notícia velha. Você se lembra a quanto tempo morreu Michael Jackson? Apenas uma semana! O tempo, que passa cada vez mais rápido, engole os fatos na era da internet. Essa história do #chupa é tão antiga que, nessa época, eu nem tinha Twitter!

Essa semana ainda teve a divulgação do telefone do Bruno Gagliasso, que acompanhei, sem querer, ao vivo, já que estava logado na hora. Dez ou quinze minutos depois o perfil do blog da MTV tuita um link com a frase "Bruno Gagliasso é o novo ícone da geração internet". Achando que era alguma coisa que tinha acontecido faz tempo, cliquei no link. Sabe o que fez do ator um ícone? A divulgação, sem querer, do número do seu celular pelo Twitter. Nunca vi uma pessoa virar ícone em quinze minutos! Quem saiu para almoçar na hora volta para o computador e Bruno Gagliasso, de excelente ator da novela das oito, vira notícia e ícone enquanto você foi na esquina comer um sanduíche. Como uma revista mensal sobrevive em um mundo como esse? (precisei editar o texto dois minutos depois de coloca-lo no ar por causa disso: bgagliassoResolvi ficar com o chip até segunda!

Tudo isso para falar da minha mudança de posição. Jornais e revistas estão condenados. Eles precisam urgentemente conseguir formas de se tornarem relevantes e necessários na realidade atual. Eu tenho algumas sugestões mas esse é o meu décimo quinto parágrafo, sua cabeça já deve estar doendo e depois de dois dias sem falar sobre cinema, o mundo já engoliu o blog e preciso falar de dezenas de "acontecimentos históricos". Deixo minhas sugestões para uma próxima. Já dá depressão de lembrar que tenho duas horas de atualizações do Twitter de quem eu sigo para ler. Isso porque 2010 é que será o ano em que faremos contato.

Dedicado à Daniela (aguardando sua opinião, sem dúvida melhor que a minha).

Penta Tri



Ontem não vi Grêmio 2x2 Cruzeiro. Não, eu não me tornei um fã de futebol relaxado ou esquecido. Na verdade, por ser fã de futebol que não estava em casa às 10 da noite conferindo o que a maioria já esperava: o Cruzeiro eliminando o Grêmio e pondo fim a uma semana que o Rio Grande do Sul quer esquecer.


Arthur Muhlenberg, o dono do famoso Urublog

O louco por futebol estava na Livraria da Travessa do Shopping Leblon no lançamento do livro Penta Tri de Paschoal Ambrósio Filho. Reunindo estatísticas e histórias de todas as quinze campanhas vitoriosas do Flamengo no Campeonato Estadual (quase metade dos títulos), a publicação é necessária na estante do bom flamenguista e do amante do esporte.


Índio, um dos herois do 2º tri.

Entre outros, estavam presentes o blogueiro flamenguista Arrhur Muhlenberg, a (quem sabe?) provável candidata à presidência do clube, Patricia Amorim, o Presidente em exercício do clube, Delair Dumbrosck, parte da equipe do Sportv como o comentarista Roberto Assaf e o narrador Lucas Pereira, familiares, amigos e torcedores do mais querido do Brasil.


Evaristo de Macedo, também do 2º tri.

Da campanha do segundo tri (53/54/55) estavam presentes os jogadores Índio e Evaristo. Infelizmente ninguém do terceiro tri (78/79/79), talvez a geração de jogadores com maior identificação com o Flamengo, compareceu. Claro que o exemplar deles está reservado, mas seria uma honra celebrar esse momento ao lado de herois como Adílio, Andrade, Júnior, Nunes e Deus - quer dizer, Zico. Já do quarto tri (99/00/01) quem pintou por lá foi Juan, atualmente no Roma e titular absoluto da Seleção Brasileira e Petkovic, que voltou há pouco para o Flamengo e ocupou boa parte das atenções dos fãs.


Paschoal Ambrósio Filho ao lado do lindo blogueiro.

No início da noite o recém-aposentado capitão do quinto tri (07/08/09) Fábio Luciano representou o elenco atual (ironicamente, já que ele e o Obina são os únicos que não permaneceram na Gávea). Como acontece em qualquer evento, pessoas que não tinha confirmado presença antecipadamente compareceram (as surpresas agradáveis), enquanto outras, talvez por motivos que lhe fugiram o controle, no bom português, furaram.


Juan, que ajudou o Flamengo no 4º tri a um passo da Copa 2010.

O importante é que estávamos lá, flamenguistas anônimos e famosos, celebrando um clube que todos levam no coração. Mas, saindo dali, duas notícias do esporte muito me preocuparam. Enquanto jantava ainda mesmo no shopping, vi alguns pedaços do primeiro tempo de Grêmio e Cruzeiro. Com os 2x0 do time visitante, a fatura estava liquidada. Como estava longe da televisão, não entendi porque focalizavam a torcida por diversas vezes, o que me deixou apreensivo. Chegando em casa que descubro que torcedores do Grêmio fizeram o papelão de despejar sua raiva com a situação do seu time tendo atitudes racistas para com atletas negros do Cruzeiro (leia notícia aqui).


Minha pança se encontra com meu heroi de infância: Petkovic.

Não devemos cometer o erro dos ignorantes de generalizar qualquer grupo, por isso não falo em "torcida do Grêmio" e assim "alguns torcedores", que não fazem jus à bonita história do clube que torcem. Se for possível a identificação e futura responsabilização daqueles que aparecem nas imagens, ótimo. E que fique claro: raça, ainda mais no Brasil, é algo que não existe mais. Quem é branco e quem é negro nessa terra, meu Deus?


Fábio Luciano, aposentado mas o único representante do 5º tri.

A segunda notícia que me preocupou foi uma que li no Blog do Cosme Rímoli na UOL sobre a camisa do Adriano. A torcida votou para ele jogar com a 9 e ele agora quer a 10. Parece que tem muita gente já comprando as camisas (por "apenas" 150 reais) e isso pode dar problema. Para não colocar lenha na fogueira, acho melhor nem contar duas "notas de bastidores", uma envolvendo esse mesmo jogador, que fiquei sabendo ontem. Não conto porque não sou jornalista, o blog não é de fofoca e não quero colocar mais lenha na fogueira do meu clube do coração.

Além disso, quanto a essa história da camisa, ainda falta alguém se pronunciar oficialmente a respeito. Só não entendo porque o Adriano não falou logo que queria jogar com a 10 e permitisse que a equipe de marketing da Olympikus e do Flamengo pudessem criar outro tipo de divulgação. Espero a versão oficial dos fatos. Torço para que não seja uma bobagem dessa o motivo dele e dos esperados jogadores do elenco atual - que tornaram Penta Tri possível - não compareceram à bonita festa de ontem.

Atualização 15:00: Adriano falta mais um treino. Leia aqui.

Atualização 22:30: O real motivo para os jogadores do atual elenco do Flamengo não marcarem presença foi o trânsito da Barra da Tijuca para Leblon. Fonte: Lancenet.

Atualização 23:45: Outra colaboradora do Quando Cheguei, Lyvia Ferreira, achou essa notícia do portal do Jornal Extra (clique aqui). Parece que o Leo Moura, poucas horas antes do evento estava passeando pelo Leblon. Fico sem entender.

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Mais tarde falo de cinema.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Missão dada é missão cumprida


Mano Menezes, treinador do Corinthians.

Técnico ganha jogo? Não sei, mas que leva um time medíocre a grandes feitos, leva. Mano Menezes pegou o Grêmio na segunda divisão, só subiu por um quase-milagre na famosa Batalha dos Aflitos e um ano e meio depois estava disputando, em pleno Estádio Olímpico, a final da Taça Libertadores da América. Tudo isso com dez jogadores que não dão inveja a nenhum torcedor e o Anderson em início de carreira. Depois ele vai pro Corinthians, assumindo um time de segunda divisão depois de perder o título mais importante do continente por culpa de uma atuação magistral do Riquelme.

Assume, nada de braçadas a Série B e perde a Copa do Brasil para um Sport empolgado. No ano seguinte consegue meia dúzia de reforços de gosto duvidoso e Ronaldo. Na preparação para o centenário, Mano pela primeira vez passa a ter a obrigação de ganhar o Paulistão e a mesma Copa do Brasil que havia perdido. Dessa vez lutando com o dinheiro da Unimed no Fluminense, o entrosado Flamengo e o "Colorado Mecânico". Agora eu pergunto: em algum jogo você termina com a sensação de que Mano Menezes foi decisivo? Acho que não. Ao contrário de Luxembrugo, Mano parece ser o tal "treinador de projetos".

Não tem muita coisa a falar sobre o jogo, porque ele praticamente não existiu. O Internacional não se impôs, levou mal os dez minutos e depois tomou um gol. Mal deu tempo de se recuperar e tomou o segundo. O Corinthians, como disse via Twitter no intervalo, precisou apenas entrar em campo. O engraçado é que virando 2x0 dava a sensação de que era impossível o Inter fazer cinco gols em 45 minutos. Foi assim até o time empatar o jogo. Depois, com aquela briga toda, não era mais coisa de louco achar que o Colorado faria três gols em pouco mais de dez minutos. Coisas do futebol, como diz o locutor.

O elenco do Corinthians de gosto duvidoso? Jorge Henrique, que não levou o Botafogo para muito longe. Cristian, que não fez nenhum flamenguista chorar com sua despedida. Dentinho, que é profissional há dois anos e não "aconteceu" ainda. André Santos, que antes de ir para a seleção era taxado de mascarado por Juca Kfouri em seu blog. Felipe, criticado pelos erros na final da Copa do Brasil. Ano passado, na Série B, ainda dependia de Perdigão, Morais e Lulinha. Mano Menezes pegou essa salada, sem nenhum tempero (só um muito gorduroso, que veste uma camisa 9, mas que quase sempre funciona) e conseguiu cumprir as metas que a direção do time queria. Não sei bem com quais métodos porque não estou no dia-a-dia do futebol.

Já o Inter deve correr freneticamente atrás do Muricy e o Tite não pode mais usar o caderno de classificados na gaiola de passarinho nessa quinta-feira (compro essa ideia).

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Cinema, a cara do povo americano


Mel Gibson em O Patriota

Começando os trabalhos do blog Quando Cheguei, inicio minha participação falando de cinema. Sábado, como muitos sabem, é o Dia da Independência dos Estados Unidos (da mesma forma que hoje é o do Canadá, país preferido da Monica). Sendo assim, o site Rotten Tomatoes fez um levantamento interessante, listando 50 filmes, um para cada Estado da terra do Tio Sam. A intenção foi escolher longas que melhor representassem o povo (o território e a soberania, olha as aulas de Ciência Política aí) daquela região.

Como os Estados Unidos é a capital mundial do cinema e como esse blogueiro que vos fala é um amante de qualquer lista, certa ou errada, nada melhor que cita-la aqui, com alguns comentários. Clicando nesse link você vê mais detalhes, com todos os argumentos para a escolha dos filmes. Eu e o Google ajudamos você e listamos os títulos em português dos filmes:



Alabama: Tomates Verdes Fritos
Alaska: Insônia
Arizona: Arizona Nunca Mais
Arkansas: Bravura Indômita
California: Caçadores de Emoção
Colorado: Amanhecer Violento
Connecticut: Tempestade de Gelo
Delaware: Clube da Luta
Florida: Paixões em Fúria
Georgia: E o Vento Levou
Hawaii: Lilo e Stitch
Idaho: Napoleon Dynamite
Illinois: Os Irmãos Cara de Pau
Indiana: Momentos Decisivos
Iowa: Campo dos Sonhos
Kansas: O Mágico de Oz
Kentucky: O Destino Mudou sua Vida
Louisiana: Big Easy - O Acerto de Contas
Maine: Eclipse Total
Maryland: Quando os Jovens se Tornam Adultos
Massachusetts: Gênio Indomável
Michigan: No Ritmo da Motown
Minnesota: A Última Noite
Mississippi: No Calor da Noite
Missouri: O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford
Montana: Nada é para Sempre
Nebraska: A Colheita Maldita
Nevada: Cassino
New Hampshire: Num Lago Dourado
New Jersey: O Balconista
New Mexico: Pat Garrett e Billy The Kid
New York: King Kong
North Carolina: Sorte no Amor
North Dakota: Fargo - Uma Comédia de Erros
Ohio: Adeus, Amor
Oklahoma: Oklahoma!
Oregon: Os Goonies
Pennsylvania: Rocky, um Lutador
Rhode Island: Jazz on a Summer's Day
South Carolina: O Patriota
South Dakota: Dança com Lobos
Tennessee: Nashville
Texas: Assim Caminha a Humanidade
Utah: A Última Ameaça
Vermont: Super Tiras
Virginia: O Novo Mundo
Washington: Mulher Solteira Procura
West Virginia: Somos Marshall
Wisconsin: American Movie
Wyoming: Contatos Imediatos de Terceiro Grau

Olhando por alto, devo ter assistido pouco mais de 30 desses 50 (chega a dar vergonha eu nunca ter visto Eclipse Total e Campo dos Sonhos, por exemplo). O site foi muito feliz em algumas escolhas, como Insônia no Alaska (me lembro de ter visto no cinema e guardar até hoje uma mensagem: não vá ao Alaska!). O Al Pacino fica louco porque não anoitece no lugar, é horrível - não o filme, esse é bonzinho. Dentro da temática da Independência, é fundamental E o Vento Levoou (Georgia) e O Patriota (South Carolina) e estranhei que poucos filmes dessa época estejam presentes.

O Mágico de Oz tem como uma das frases mais célebres "Toto, eu acho que não estamos mais no Kansas" e só está aqui por causa dele e porque esse filme (maravilhoso, diga-se de passagem) está presente em nove de casa dez listas. Destaco os dois filmes do Robert Altman - Nashville no auge da carreira e A Última Noite, seu último longa, que é divertido e sensível - um dos que eu mais gosto.

Perco a vontade de ver essa lista completa quando leio "O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford", com suas três horas que não passam nunca. Por isso vou indicar três que me deram saudade: Os Goonies, Assim Caminha a Humanidade e Num Lago Dourado.

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Morte de Karl Malden: Há poucas horas foi confirmada a notícia da morte do ator, que tinha 97 anos. Foram 70 trabalhos de cinema e TV entre 1940 e 2000. Ganhou o Oscar em 1952 por Uma Rua Chamada Pecador (ou Um Bonde Chamado Desejo) como ator coadjuvante, nesse sensacional filme estrelado por Marlon Brando (que será tema de posts especiais do blog). Três anos depois ele seria indicado por Sindicato de Ladrões, protagonizado pelo mesmo Brando. Quero ver se dou uma passada bem generosa pela filmografia do velho Marlon nos próximos dias e vou dedicar atenção especial a esses dois trabalho de Karl Malden.

Em 1956 estrelou A Voz do Desejo e recebeu indicações ao BAFTA e ao Globo de Ouro. Nesse segundo seria lembrado mais duas vezes: 1963 por Gipsy - Em Busca de um Sonho e 1976 pela série The Streets of San Francisco. Por seus trabalhos na TV, o recém-falecido ator também foi indicado a cinco Emmys, com uma vitória. Esteve em outro vencedor do Oscar de melhor filme: Patton - Rebelde ou Heroi? de 1970. O Sindicato dos Atores lhe concedeu um prêmio honorário em 2002 e Malden possui uma estrela na Calçada da Fama, localizado na Hollywood Boulevard 6231.

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Notícia boa? Sequencia de Os Goonies (clique aqui e leia a reportagem da Rolling Stone). Está a muito tempo para sair, mas boto fé que um dia sai até porque o Chris Columbus que está falando - e o sucesso vai surpreender muita gente. Mais diversão e mais dinheiro no bolso do Spielberg.

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Notícia ruim? Imagina uma refilmagem de O Guarda Costas com Hugh Jackman no lugar de Kevin Costner e Miley Cyrus no lugar de Whitney Houston. Um pesadelo que eu tive? Não! Um boato (que torço para que seja falso) de Carla Marinho no blog 1Pose da MTV (clique aqui e entenda melhor sobre isso).

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Dica de blog: na preguiça de procurar um aqui, começo os trabalhos com o meu falecido blog, sobre cinema: O Blog do JJ, que durou quase seis meses.

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Dica na TV: Documentário Brando, hoje às 22 horas no TCM

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a vontade e sejam bem-vindos ao Quando Cheguei!

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Bem vindos ao blog Quando Cheguei! Ainda na sua "fase beta", contando com três colaboradores, os assuntos são os mais aleatórios possíveis, porém o mais perto do mundo do entretenimento - que parece ser o que nos une na rede de computadores. Fique à vontade para comentar e aguarde as atualizações (espero que com um layout cada vez melhor).